
Em algum momento da vida, creio que a maioria de nós já escutou e falou alguma ou se não todas essas frases:
- “Não fique assim”
- “Pare de frescura”
- “Que exagero!”
- “Não precisa sentir medo, vai dar tudo certo!”
E agora te pergunto, da perspectiva do ouvinte,
você alguma vez deixou de sentir medo? Ou deixou de ficar “assim”, de sentir
alguma dessas emoções que passava pelo seu corpo?
Eu imagino que não!
O que acontece é que dado a uma situação,
emoções e pensamentos vão aparecer. É natural! Quando perdemos alguém que
amamos, nos sentimos tristes; quando temos uma prova super importante, nos
sentimos ansiosos; quando começamos a gostar de uma pessoa, nos sentimos
apaixonados e por aí vai...
Quando falamos alguma daquelas frases acima,
evitamos o nosso desconforto emocional e agimos para que o outro também deixe
de pensar e sentir coisas desagradáveis.
Eu imagino que em alguns momentos, a intenção é
ajudar, acalmar e tentar aliviar qualquer sentimento desagradável que esteja
ocorrendo com essa pessoa, mas infelizmente essa situação tem o efeito
contrário, pois ela pode sentir-se descompreendida, achar que o que ela sente é
realmente bobagem e que ela não deveria se sentir assim.
E o que ela aprende?
a) Não deveria sentir o que eu sinto e b) Não
posso contar com alguém que me entenda de verdade.
Para que possamos promover uma melhor qualidade
de vida emocional, com abertura para os nossos sentimentos e dos outros, é
importante ficar próximo a essa pessoa, oferecer a sua companhia, escutar o que
ela tem a dizer, sem dizer quaisquer daquelas frases lá de cima ou conselhos,
dar espaço para as suas emoções e as do outro também, sejam elas agradáveis ou
desagradáveis.
Sentir faz parte da experiência humana e nada
melhor sentir o que tem para ser sentido, na presença daquele que sente junto
com a gente com abertura e compreensão!
Imagem e texto: Andressa Tanan de Jesus