
"Ame qualquer coisa
e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza
de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal.
Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer
envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse
esquife - seguro, sem movimento, sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir
- vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. Amar é sempre ser
vulnerável". - C.S Lewis em os Quatro Amores.
Lembro que vi esse trecho há alguns anos e
confesso que impactou fortemente em mim!
Fiquei pensando comigo mesma o quanto que já
deixamos de nos aproximar e deixar outros se aproximarem, de construirmos uma
relação de intimidade e conexão, para evitar nos machucarmos emocionalmente.
Quanto que nesse esforço em nos mantermos
distantes, e nos mostrarmos como fortes e pouco vulneráveis, perdemos momentos
que poderiam ser valiosos e significativos, momentos esses que poderiam
refletir no decorrer das nossas vidas.
Na medida em que amamos algo ou alguém é
impossível e inevitável correr da dor e do sofrimento que esses podem nos
causar. Pode ser uma separação, uma viagem longa, um defeito, e até mesmo a
morte. Se quisermos evitar tudo isso, também abdicamos de tudo de bom que eles
poderiam nos oferecer.
Imagem: ZenPencil
Texto: Andressa Tanan de Jesus