103. C.S. LEWIS: To love at all

"Ame qualquer coisa e certamente seu coração vai doer e talvez se partir. Se quiser ter a certeza de mantê-lo intacto, você não deve entregá-lo a ninguém, nem mesmo a um animal. Envolva-o cuidadosamente em seus hobbies e pequenos luxos, evite qualquer envolvimento, guarde-o na segurança do esquife de seu egoísmo. Mas nesse esquife - seguro, sem movimento, sem ar - ele vai mudar. Ele não vai se partir - vai tornar-se indestrutível, impenetrável, irredimível. Amar é sempre ser vulnerável". - C.S Lewis em os Quatro Amores.

Lembro que vi esse trecho há alguns anos e confesso que impactou fortemente em mim!

Fiquei pensando comigo mesma o quanto que já deixamos de nos aproximar e deixar outros se aproximarem, de construirmos uma relação de intimidade e conexão, para evitar nos machucarmos emocionalmente.

Quanto que nesse esforço em nos mantermos distantes, e nos mostrarmos como fortes e pouco vulneráveis, perdemos momentos que poderiam ser valiosos e significativos, momentos esses que poderiam refletir no decorrer das nossas vidas.

Na medida em que amamos algo ou alguém é impossível e inevitável correr da dor e do sofrimento que esses podem nos causar. Pode ser uma separação, uma viagem longa, um defeito, e até mesmo a morte. Se quisermos evitar tudo isso, também abdicamos de tudo de bom que eles poderiam nos oferecer.

Imagem: ZenPencil

Texto: Andressa Tanan de Jesus